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Família Mackenzista

Família Mackenzista é uma conceituação sobre a qual gosto muito de pensar, pois, como tal, temos pessoas muito alegres, outras iracundas; umas engraçadas, outras taciturnas; enfim, somos todos um, porém diferentes. A diferença é algo saudável em qualquer relacionamento. Em se tratando do familiar, tudo começa com respeito, com o desejo de valorizar as pessoas, o que requer de nós a habilidade de compreender os outros.

 

Vamos pensar que cada um de nós foi criado por Deus com nossas peculiaridades; que temos nossas individualidades, mas que precisamos, com certa constância, nos avaliar como pessoa que vive em meio a outras pessoas.

 

Paulo nos ensina e nos encoraja a viver de um modo tal que haja harmonia nos relacionamentos, como registrado em Efésios 4.1-6: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”.

 

Paulo inicia seu ensinamento estimulando-nos a andar com toda humildade e mansidão. A humildade é a essência de uma vida bem-sucedida. O sábio Salomão adverte-nos, em Provérbios16.18: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda”. E. Jackson afirma que: “O pretensioso é um tipo de viajante que se condenou ao retrocesso. Quem se crê no topo da montanha terá fatalmente que descer, todas as vezes que der um passo”. A arrogância não leva ninguém a lugar nenhum, enquanto a humildade abre portas.

 

A humildade conduz-nos naturalmente à mansidão, palavra que pode ser traduzida por “docilidade”. Cito, mais uma vez, o rei Salomão, em Provérbios 15.1-2 e 4: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia. A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito”. Em nosso convívio em família, a palavra doce, a resposta branda, a língua serena só nos proporcionam bem-estar, e significam solução de conflitos. Às vezes, perdemos muito tempo e energia quando agimos abruptamente, sem reflexão e de forma inconseqüente.

 

O que se segue no texto é a longanimidade, aquela paciência enorme que desenvolvemos em amor a Cristo e ao irmão. Como família, convivemos com pessoas “mais difíceis” que outras. Entretanto, creio que, se todos desenvolverem essa virtude da longanimidade, os relacionamentos serão melhores. Enfatizo, aqui, que esse ensinamento independe de sua personalidade, pois esta precisa ser trabalhada pelo Espírito Santo. Em uma família, não se pode desenvolver a síndrome de Gabriela Cravo e canela — “ eu nasci assim, eu cresci assim, e assim que eu sou”. A longanimidade habilita-nos a ser muito pacientes, e esse é o caminho mais seguro de fazer a vontade de Deus.

 

Paulo segue sua aula de vida relacional, com mais duas lições práticas: suportar o irmão em amor, mostrando apoio em momentos difíceis, aos quais todos nós estamos sujeitos nessa estrada da vida, e diligência na preservação da paz.

 

Prezados membros da Família Mackenzista, vamos colocar em prática essas verdades, em nome de Jesus. Sei que não é fácil, mas temos, na Palavra de Deus, o caminho. Que Deus nos abençoe e ilumine os nossos caminhos.

 

 

 

Rev. Geraldo Henrique L. Barbosa

Capelão Educacional


 
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