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Beer-Laai-Roi

Esse título reporta-se a uma bela história da Bíblia, registrada em Gênesis 16. Sarai, mulher de Abrão, sabia que seu marido fora escolhido por Deus para ser pai de uma grande nação, mas o tempo passava, e eles não tinham filhos.

 

Sarai, então, propõe a Abrão que tome sua serva egípcia, Hagar, para que se cumpra a promessa. Esta fica grávida, passa a desprezar sua senhora, a qual, por sua vez, passa a maltratar sua serva, que foge.

 

Quando Hagar se aproxima de uma fonte de água, um Anjo do Senhor lhe questiona sobre o porquê de se encontrar ali. Ela responde que foge de sua senhora. “Disse-lhe então o Anjo do Senhor: Volte à sua senhora e sujeite-se a ela. Disse mais o Anjo: Multiplicarei tanto os seus descendentes que ninguém o poderá contar”.

 

Após receber essa palavra, Hagar chama aquele poço de Beer-Laai-Roi, que significa “poço Daquele que vive e me vê”. Os olhos do Senhor percorrem toda a terra e Ele está atento para todas as nossas necessidades.

 

Gostaria, ainda, de contar a história de Jorge Matheson, quando soube que estava condenado à cegueira. Ei-la.

 

Um jovem estudante atravessava a praça duma das antigas universidades escocesas, a caminho de seu quarto no internato. Não se sentia bem. Seus olhos estavam fracos, o que tornava o trajeto difícil. Seguindo o conselho de um amigo, procurou um especialista. O médico, depois de um exame minucioso, avisou-o firmemente que haveria de perder a visão em pouco tempo.

 

Todos os planos desfaziam-se na sua frente. Com a perda da visão, ir-se-iam o curso na universidade e todos os seus sonhos dourados. Perturbado e confuso, saiu do consultório médico apalpando o caminho como um sonâmbulo.

 

Jorge era noivo. Encaminhou-se em direção à casa da querida noiva, esperando, sem dúvida, alguma palavra de conforto para o coração dolorido. Como daria a triste notícia à moça que ele tanto amava e que prometera ser sua esposa? Seus planos estavam todos mudados.

 

Quando lá chegou, contou-lhe em palavras brandas sua situação, sua mudança de planos, dizendo-lhe que ela teria liberdade para decidir segundo julgasse melhor. E sua noiva terminou tudo. Pela segunda vez, saiu tristonho. Mas não estava só; alguém o aguardava e ternamente fortaleceu seu coração quebrantado, falando-lhe palavras amorosas e dando-lhe o bálsamo do conforto e do verdadeiro amor.

 

Jorge entregou-se nos braços do Verdadeiro Amigo, e todas as dificuldades foram vencidas. E, dessa nova disposição, saíram palavras de louvor e gratidão a Deus, pois são de sua autoria as seguintes estrofes:

 

Amor, que por amor desceste,
Amor, que por amor morreste,
Oh! Quanta dor não padeceste,             
meu coração para conquistar,
E meu amor ganhar.
Amor que nunca, nunca mudas,
Que nos teus braços me seguras, 
E cerca-me de mil venturas.
Aceita agora, ó Salvador,
O meu humilde amor.

 

Amados, Aquele que vive nos vê e sempre está disposto a cuidar de nós, não importa a situação. Os olhos do Senhor estão postos em nós para derramar o bálsamo do consolo e do conforto. Deus nos abençoe.

 

Rev. Geraldo Barbosa
Capelão Escolar


 
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